quarta-feira, 18 de maio de 2011

Happening Perfomance Instalação


Happening “acontecimento” é uma forma de espetáculo, muitas vezescuidadosamente planejado, mas quase sempre incorporando algum elemento de espontaneidade, em que um artista executa ou dirige uma ação que combina teatro com artes visuais. O termo foi cunhado por ALLAN KAPROW em 1959 e tem sido usado para designar uma multiplicidade de fenômenos artísticos. Foi idealizado como um verdadeiro “evento”. Foi bastante usado para designar representações teatrais de propaganda político-social e eventos programados para chocar a moral estabelecida.

Três características típicas do happening

vinculam-no à concepção de Artaud do teatro:
- seu tratamento super pessoal ou impessoal das pessoas;
- sua ênfase no espetáculo e no som, com um desdém pela palavra;
- seu professado objetivo de tomar a platéia de assalto.

Privado de qualquer tipo de arco narrativo ou dramático, privado de suspense ou
estrutura, normalmente deixavam suas platéias paradas, esperando algum tempo
depois de já terem sido encerrados de fato.
O happening atua pela criação de uma rede assimétrica de surpresas, sem clímax
ou consumação; trata-se da lógica dos sonhos e não da lógica que predomina na
arte. Os sonhos são desprovidos de um sentido de tempo; o mesmo se dá com os
happening. Isentos de um enredo e um discurso racional contínuo, são isentos do
passado. E essa ausência de um sentido de estrutura é, se sublimada, uma agressão
à plateia.

O happening pode ainda ser considerado uma manifestação
artística coletiva que, com maior ou menor sujeição a um
programa preestabelecido, cobra existência num espaço e tempo
determinados através da participação dos espectadores,
convertidos em co-autores da mesma.
Suas origens mais imediatas devem ser procuradas nas
experiências dramáticas desenvolvidas em Nova York,
fundamentalmente, entre os anos de 1957-1959, para conseguir
um “teatro total” através da participação dos espectadores.
Em relação com estas, alguns artistas plásticos nova-iorquinos
ligados à Reuben Gallery introduziram este elemento participativo
em suas exposições e inclusive na realização de obras por
procedimentos de collage e ensamblagem (assemblagem).

O HAPPENING era tido como algo que deveria criar situações ou eventos que revestissem de aurapoética e fantástica os elementos da vida e da tecnologia cotidiana. Foi criado sob a articulação de várias disciplinas edesigna, segundo Allan Kaprow, um dos seus maiseminentes representantes, uma ação que testemunha o engajamento social e político de seu autor. Desenvolve-se fora dos espaços destinados à arte e ocorre somente uma vez.

O happening estabelece uma relação de
indivíduo para indivíduo; não se é mais
exclusivamente contemplador, mas contemplado,
observado, pesquisado.
Não há mais monólogo, mas diálogo, troca e
circulação de imagens”, comenta Jean-Jacques
Label em Happening (1966).
E complementa Label afirmando que o happening
devolveu à atividade artística aquilo que lhe foi
arrancado, ou seja, a intensificação da
sensibilidade, o jogo instintivo, a festividade, a
agitação social.

Esta palavra HAPPENING foi
usada por muitos autores,
mas atualmente mesmo os
puristas não a utilizam mais
desde o uso do termo
PERFORMANCE.

Já as fotos abaixo, foram trabalhos realizados na Universidade Federal do Maranhão, sob a orientação da professora Ana Teresa, mais conhecida como "Estrelinha" e também da crítica e professora Viviene Rocha, na disciplina "Tópicos Especiais".



A professora Viviane Rocha cercada pelos alunos de Teatro Licenciatura

A perfomance feminista, relatando o caso de mulheres, que vendem seu corpo, são violentadas dentro de casa, humilhadas até pela sociedade.


Perfomance intitulada de "Lixo"; onde o luxo exagerado do homem de hoje será o lixo de amanhã, a sociedade ainda não está preparada para esse tal cuidado com o planeta, e as conferencias climáticas não passam de discussões sem fim, um eterno blá blá blá...

Perfomane "Inércia" realizada na escadaria central do CCH da UFMA.

Uma perfomance que também retratava a vida das mulheres...


Perfomance feminista.


De quem são esses pés? Os caminhos que traçamos, as vezes, sem sentido algum...

A professora Estrelinha, registrando as pefomances e instalações.

Perfomance feminista.


Instalação "AquiJaz", o banheiro sujo de sangue, retratando aborto.


Perfomance feminista

Perfomance Lixo, algum dia, tudo vira lixo. Luxo e Lixo, lixo e Luxo...
Instalação


Perfomance "Inércia".



terça-feira, 12 de abril de 2011

Fotos da Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos" - Oficinas

Oficina de Costura.
Oficina de Cenografia.
Oficina de Cenografia.
Maquete das primeiras cenas da Via Sacra 2011.
Equipe de Cenografia.
Chapéu de Soldado Romano em construção.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos". Fotos Cenografia e Figurino

Equipe de Figurino
Equipe de Figurino.
Equipe de Cenografia.
Equipe de Cenografia.
Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos". Equipe de Cenografia.



quinta-feira, 31 de março de 2011

Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos". Novas Fotos!!!

Alguns adereços e acessórios já preparados para a Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos".
Construção, adereços e acessórios...
Novos aderecistas na Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos".
Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos". Oficina de Adereços e Acessórios coordenada por Carlos Henrique.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Fotos Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos"

Abelardo Telles assina a coreografia do espetáculo Via Sacra 2011 do Grupo GRITA!
Ensaio do Corpo de Baile da Via Sacra 2011
Oficina de Adereços e Acessórios
Oficina de Adereços e Acessórios.
Aderecistas mais uma vez trabalhando no nosso espetáculo, grandes oficineiros!

Walber Bomfim trabalhando na nova trilha da Via Sacra 2011.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Via Sacra 2011 "da poeira aos palcos

"E se passaram 30 anos, e a Via Sacra está mais uma vez nas ruas do bairro do Anjo da Guarda, mostrando sua beleza, sua arte e sua paixão... Desta vez com o tema “da poeira aos palcos”. Refletores ligados, roupas de época, palco, som, luz... Tudo pronto! A arte do nosso povo está nas ruas! Artistas e moradores do Anjo da Guarda criam um belo exemplo de que a arte pode sim acontecer em qualquer lugar, basta a coletividade, basta a união de milhares e milhares de pessoas que a longo desses anos encenam a Paixão de Cristo, encenam a nossa Via Sacra! O amor em fazer esse espetáculo é o que de mais importante existe, não precisa de muita coisa não, precisa só de união e sonhos, e de mãos dadas, estamos fortes, juntos, e estamos mais uma vez mostrando a nossa arte, porque a merecemos, temos a responsabilidade de montar esse espetáculo da nossa comunidade com muito orgulho, e 30 anos ainda é pouco, ainda faltam muito mais... A arte e cultura como forma de inclusão social é o dever do GRITA, pois se preocupa com seu povo, este que 30 anos ainda faz arte, ainda cria e reproduz, busca o novo, abraça as idéias e as idealizam, criam sonhos e os realizam. Os artistas têm um papel fundamental na reinvenção do mundo. Um mundo diferente somente será possível com a co-responsabilidade de todos na construção da convivência e na mudança, com cidadania, cultura de paz, criação e sonhos. Sonho de artista, da arte revelando um mundo e criando outro. São esses os significados do GRITA na sua missão no mundo, e é neste mundo atual, moderno, e injusto, cada vez mais desequilibrado, povoado de desigualdades e despovoado de encantos, que se propõem para o artista o desafio de reencantá-lo. O que significa colocar-se em campo para transformar a sociedade por meio das artes: um sonho com o pé na terra. As artes compõem o cenário da subjetividade, reflexão e criação, podendo mudar a visão do mundo de todos aqueles que dela se acercam. Nossa arte possibilita a vivência alegre, lúcida, prazerosa e criativa, o sonho e a utopia, e principalmente, levando em conta o desenvolvimento da criatividade à luz dos valores éticos e humanistas. Sim, o artista pode contribuir para a preservação e o desenvolvimento da vida e para salvar o sonho. E é nisso que o GRITA acredita, imagina e sonha!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Falar Maranhense na Prática

O analista de sistemas maranhense Armando Henrique de Jesus resolveu, em um momento de ócio, escrever uma pequena história fictícia utilizando o máximo de expressões típicas da região que marcaram sua infância. O texto não demorou a se espalhar pela internet, mas este foi retirado da Revista Língua Portuguesa-Conhecimento Prático (edição de outubro 2010).


Um dia na vida de Reginete
Por Armando Henrique ("Piruca")

Reginete, a empregada da casa do Vieira, chega da Rua Grande toda querendo ser, de traca amarela, uma japonesa bandeirosa com pontuação 2 números acima da sua, rebolando e exibindo sua calça nova, daquelas bem apertadas e lá no rendengue, que comprou para sair à noite. Logo gerou um bafafá das invejosas de plantão.

- Olha a barata do Vieira. Quer se aparecer! Tá escritinha uma fulêra!
E tu parece uma nigrinha dando conta da vida dos outros - retruca à mulher Seu Barriga, que estava só coíra descansando em um pequeno mocho na porta de casa.

Porém, despertou também o interesse de toda a curriola da rua. A galera do chucho parou para secar a moça. Até quem tava no desafiado.
Guga largou de empinar seu papagaio aos gritos de "lá vaiii lá vaiii...", batendo tala, mas sempre na guina para lancear melhor e com uma bimbarra do freio reforçada e linha puída pelos amigos que o sabotavam pisando disfarçadamente, para admirar:
- Éguass Reginete! Tá pintosa como quê!
- Hmmmm piqueno. O que é heim? Só porque tô com minha calça nova? Comprei na Lobrás ontem tá?!
Victor, garoto que vivia cheio de curubas nas mãos por causa de suas carambelas no asfalto, desinformado, questiona:
- O que é Lobrás?
- É uma loja, abestado. Ao pegado da Mesbla. Defronte as Pernambucanas. Onde a gente vai sempre capar bombom - corta Guga.
Nesse momento, Caverna, o mais delegado das peladas, largou sua curica, feita de talo de coqueiro e folha de caderno, e veio, catingando que só ele, arrumar cascaria com Guga.
- O quê que tu quer?! A nêga é minha.
- Hmmmm tu quer te amostrar pros teus pariceiro? Te dôle um bogue!!!
- Me dáli??? Rapá, tu não me trisca!!!
E a galera vem zilada jogar lenha na fogueira.
- Éééésseeeeee!!! Tá falando da tua mãe!!! Chamou de qualhira!
- Ééélasss... eu não deixava!!! Cospe aqui - diz Dudu, que só andava na calha, estendendo a mão.

Mas Guga não entra na conversa dos amigos:
- Rapá, negada só querem ver a caveira dos outros!
- Ihhh gelão... cagou ralo heim Guga!!! Tá aberando!!!
Até que chega Lombo, o mais velho da turma, que jogava peteca naquele momento. Ele tinha o costume de quebrar as petecas alheias na brincadeira do cai, dando um china-pau com seu cocão de aço, principalmente se fosse numa olho de gato. Utilizava, também, o recurso do olhinho, mas dificilmente só bilava. Pediu limpo, completou matança nas borrocas e depois foi pro casa ou bola. Às vezes porco ou leitão visitando. Ele intervém gaguejando:
- Ê Caaaa-Caverna, tu tu tu já tá coisando os outros aí né?! Vai já levar um sambacu!
- Hen heim. Vamo já te dar um malha - confirma Guga, aliviado com a intervenção de Lombo.
- Hen heim - retruca Caverna imitando Guga com voz afeminada.
- Não me arremeda não!!! Olha o raspa!!!
- Ahhh... te lascar!!!
Depois do furdunço por sua causa, Reginete sai toda empolgada de lá e decide dar logo uma parada na quitanda da Zefinha, lembrando que seu Vieira havia pedido que ela comprasse alguns ingredientes para garantir o fim de semana, já que Dona Veridiana ainda não havia feito a Lusitana do mês.
- Oi Dona Zefa. Quero camarão seco pra botar na juçara da dona Veridiana e fazer arroz de cuxá. Me veja 3 Jeneves também, 2 quilos de macaxeira, um lidileite alimba, 2 pães massa fina e 4 massa grossa! Ahh... e uma canihouse pra eu fazer a base pra noite!
A senhora vai checar seu estoque no freezer e retorna:
- Ê essa outra... só tem Jesus. Vais querer? Vais querer quantas mãozadas de camarão?
- Três tá bom. E pode ser Jesus sim.
Ao chegar em casa com as compras, seu Vieira repreende a moça:
- Tu fica remancheando pra trazer o cumê. To urrando de fome aqui já! Cuida piquena!! Vou só banhar e quando voltar quero ver tudo pronto.
- Ô seu Vieira... o senhor é muito desinsufrido! Já to arreliada com uma confusão dos meninos na rua. Não me aguneia! Confie ni mim que faço tudo vuada! O senhor sabe que...
- Já seiii... tá bom... aí fala mais que a nêga do leite. Eu heim?! - seu Vieira interrompe.
Neste momento chega Marquinho, filho do seu Vieira, com a equipagem da Bolívia Querida toda suja. Sinal de mais trabalho pra Reginete.
- Menino, olha essa tua roupa. Tava num chiqueiro era? Vai ficar encardidinha! Isso não sai não! E esses brinquedos?! Tudo esbandalhado! Aí não tem jeito! Olha... tá só o cieiro (ou ceroto, como queiram)!
- Tava jogando travinha com os moleques! Não enche e me dá logo esse refri aí que to com sede.
- Hum Hum. Isso é do seu Vieira!
- Marrapá! Por quê?! Deixa de canhenguice, piquena!
- Deixa eu cuidar comigo que ainda quero sair hoje pra radiola no clubão! Vai rolar só pedra!
Passada a janta, Reginete já exausta lava a louça e reflete sobre seu evento da noite: "Já estou é aziada e as meninas não ligam. Amanhã começa mais um dia de trabalho e se sair hoje ainda fico lisa pro fim de semana!". A moça muda de idéia segue sua rotina. Todos os preparativos para a noite foram em vão? Nãããã! O importante foi chamar a atenção e não se achar mais uma no meio da multidão!